Fumaça.

junho 14, 2009

‘Cry baby cry’, dos Beatles, grita suas notas pelos meus fones de ouvido.

Eu abro a porta e saio, como quem já sabe pra onde ir. Piso forte no chão, olhando pros meus tênis e dos tênis pra rua, da rua pros tênis. Os tênis indo e vindo, indo e vindo. A rua indo e vindo, indo e vindo.
O vento gelado corta o meu rosto e faz meus cabelos pularem em cima dos meus olhos.
Eu não tiro as mãos dos bolsos e me encolho pra continuar andando contra o vento frio.

‘All I Want’, Joni Mitchell, agora grita nos meus ouvidos enquanto eu gostaria de estar gritando nos dela agora. Nessa hora.

Bato no bolso de tras da calça e acho o antigo maço de cigarros que eu deveria ter jogado fora quando eu disse que tinha parado. Acendo um e sinto que é errado, mas continuo.
Cinza como num bom filme, eu penso.
A névoa suave se mistura com a fumaça da primeira tragada e o vento leva as três juntas pra longe de mim. Ela, a névoa e a fumaça.
Jogo o cigarro inteiro no chão e sigo andando.

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